Passo a passo

Como criar um app de transporte na sua cidade, passo a passo

Do que decidir antes de pagar qualquer coisa até a primeira corrida de verdade.

9 min de leituraAtualizado em

Resposta curta

São quatro etapas: decidir o que o app vai atender (carro, moto, entrega), montar a marca e a tabela de preço, publicar os aplicativos nas lojas do Android e do iPhone e cadastrar os primeiros motoristas. Com plataforma pronta isso leva 7 dias até o app publicado, e a parte que realmente decide o resultado é a última: motorista na rua.

Antes de tudo: as três decisões que você precisa tomar sozinho

Nenhuma empresa decide isso por você, e decidir errado custa tempo depois. São três perguntas, e todas têm resposta em cinco minutos.

1. O que o app vai atender?

Carro, moto, mototáxi, entrega de encomenda, frete, guincho. Dá para ligar tudo no mesmo app e definir preço por categoria, mas comece pelo que a sua cidade já pede hoje. Em cidade pequena, quase sempre é moto e entrega antes de carro.

2. Como você vai cobrar do motorista?

Porcentagem por corrida, plano fixo semanal ou mensal, ou crédito adiantado. Dá para mudar depois, mas o primeiro cadastro precisa sair com uma regra clara, porque é o que o motorista vai contar para os outros.

3. Quem são os seus 10 primeiros motoristas?

Escreva os nomes numa lista, agora. Se você não consegue listar 10 pessoas que dirigem na sua cidade e atendem o seu telefone, esse é o problema a resolver antes de qualquer app. Ponto de mototáxi, grupo de WhatsApp de motorista e o pessoal que já faz corrida particular são o começo natural.

A terceira pergunta é a que separa app que roda de app que fica bonito na loja e vazio na rua.

Os 7 dias, dia por dia

Este é o cronograma que a gente cumpre na AppEm7. Serve também como régua para avaliar qualquer outro fornecedor: se ele não sabe dizer o que acontece em cada dia, o prazo dele é chute.

  • Dia 1: conversa. Cidade, categorias, forma de cobrança, nome do app e o que você já tem de marca.
  • Dia 2: identidade. Logo, cores e o nome que vai aparecer na loja e no celular do passageiro.
  • Dia 3 e 4: montagem. Aplicativo do passageiro, aplicativo do motorista e painel do dono, com a sua marca.
  • Dia 5: tabela de preço. Bandeira, valor por quilômetro, valor por minuto, mínimo, e a sua comissão por categoria.
  • Dia 6: publicação nas lojas do Android e do iPhone.
  • Dia 7: treinamento. Como cadastrar motorista, mudar preço, acompanhar corrida e resolver problema.

O que você recebe no fim

Um app de transporte não é um aplicativo, são três programas que conversam entre si. Faltando um, a operação não fecha.

  • App do passageiro: chama a corrida, vê o carro andando no mapa, paga e avalia.
  • App do motorista: recebe a chamada, aceita, navega até o passageiro e fecha a corrida.
  • Painel do dono: cadastra motorista, define preço e comissão, acompanha corrida ao vivo e vê o dinheiro.
  • Pedido pelo WhatsApp, para o passageiro que não quer instalar nada.
  • Suporte em português, com gente que já viu o mesmo problema em outras cidades.

Tudo isso sai por R$ 1.297 uma vez e R$ 327 por mês, e o pagamento só acontece depois que você vê o app pronto com a sua marca.

A primeira semana de operação (a parte que ninguém conta)

O app publicado é o começo do trabalho, não o fim. A primeira semana tem uma ordem que funciona, e ela não começa pelo passageiro.

Passageiro que abre um app vazio não volta. Então: primeiro motorista, depois passageiro. Sempre.

  • Dias 1 a 3: cadastre motorista. Vá ao ponto, entre nos grupos, ligue para a lista que você escreveu lá no começo.
  • Dia 4: rode você mesmo. Chame 5 corridas de verdade, pague, avalie, veja onde trava.
  • Dia 5: combine o horário de pico. Tenha certeza de que existe motorista online na sexta à noite.
  • Dias 6 e 7: aí sim, divulgue para passageiro. Comércio, grupo de bairro, rádio local e o cupom de primeira corrida.

Fazer do zero, comprar código ou usar plataforma pronta

Os três caminhos existem e todos funcionam para alguém. Programar do zero faz sentido para quem tem capital e equipe técnica: custa de R$ 45 mil a R$ 100 mil e leva meses. Comprar código-fonte faz sentido para quem já tem programador na equipe, porque o código sozinho não se mantém.

Plataforma pronta faz sentido para quem quer operar, não desenvolver: o sistema já roda em centenas de cidades, o custo é dividido entre todo mundo e a atualização chega sozinha. A comparação completa de preços está no post sobre quanto custa criar um app tipo Uber.

Veja também, no detalhe

Perguntas

Perguntas frequentes

Não. Você não escreve nenhuma linha de código e não mexe em servidor. Do seu lado é um painel parecido com um sistema de loja, que abre no computador ou no celular.

Em 7 dias, contando do fechamento. O prazo inclui a montagem com a sua marca e a publicação na loja do Android e na do iPhone.

CNPJ não é exigência para começar, dá para iniciar no CPF. Já a regra municipal para transporte por aplicativo varia de cidade para cidade, porque a lei federal deixou isso na mão de cada prefeitura. Vale uma ida à prefeitura antes de crescer.

Funciona. Carro, moto, mototáxi, entrega, frete e guincho ficam no mesmo aplicativo, cada um com o seu preço e a sua comissão. Nas entregas ainda tem código de confirmação, foto do pacote e mais de uma parada na mesma corrida.

A troca é feita sem parar a operação: montamos o app novo com a mesma marca, você importa a lista de motoristas e passageiros e a virada acontece num dia combinado.

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