Os quatro caminhos, lado a lado
Quem procura o preço de um aplicativo de corridas recebe orçamentos que variam de graça a cem mil reais. Não é falta de honestidade do mercado: são quatro produtos diferentes com o mesmo nome. A tabela abaixo é o resumo do que você paga em cada um no primeiro ano.
O que muda de verdade não é o valor da entrada, é onde o custo mora depois. Um caminho cobra tudo na frente e some. Outro cobra pouco na frente e come uma parte de cada corrida, todo mês, para sempre.
| Caminho | Entrada | Depois | Prazo |
|---|---|---|---|
| Programador ou agência, do zero | R$ 45 mil a R$ 100 mil | manutenção e servidor por conta sua | 4 a 12 meses |
| Código-fonte pronto (uber clone) | R$ 2 mil a R$ 15 mil | servidor, atualização e quem conserta | 1 a 3 meses, se der certo |
| Plataforma que cobra por corrida | perto de zero | R$ 0,60 a R$ 1,00 por viagem, sempre | semanas |
| App pronto com a sua marca (AppEm7) | R$ 1.297 uma vez | R$ 327/mês, sem comissão | 7 dias |
Antes de comparar preço, compare o que acontece no mês 13. É lá que os quatro caminhos deixam de se parecer.
O que quase nunca entra no orçamento
Quando alguém orça um aplicativo de transporte, costuma orçar a tela. O aplicativo é a menor parte do problema. Um app de corridas é um sistema que precisa estar de pé às duas da manhã de domingo, achar o motorista mais perto em segundos, cobrar certo e não perder corrida quando o sinal do celular oscila.
Estes são os custos que aparecem depois da assinatura do contrato, e que decidem se o projeto sobrevive ao primeiro ano:
- Servidor e banco de dados rodando 24 horas por dia, com a conta subindo conforme o movimento cresce.
- Mapa e rota: cada endereço buscado e cada traçado desenhado na tela é cobrado por quem fornece o mapa.
- Notificação no celular do motorista, que é o que faz a corrida chegar em quem está na rua.
- As duas contas de desenvolvedor das lojas, a do Google e a da Apple, cada uma com a sua regra e a sua cobrança.
- Revisão da Apple e do Google a cada nova versão, com o app podendo voltar reprovado por detalhe de política.
- Alguém de plantão para o dia em que o app parar. E ele vai parar em algum dia.
O custo escondido do código-fonte pronto
Comprar o código por R$ 5 mil parece o melhor negócio da lista até a primeira atualização obrigatória do Android. Aí você descobre que precisa de um programador para subir a versão nova, e que o preço dele por hora não cabe no que a operação fatura ainda. Escrevemos sobre isso em detalhe na página sobre uber clone.
O custo escondido da comissão por corrida
Uma cidade média com 40 motoristas fazendo 6 corridas por dia gera cerca de 7.200 corridas por mês. A R$ 0,80 por corrida, são R$ 5.760 por mês saindo da sua operação, todo mês, e crescendo exatamente quando você cresce. Nesse volume, a mensalidade fixa custa uma fração disso.
Por que a AppEm7 custa R$ 1.297 e não R$ 60 mil
Porque o sistema não é feito para você: ele já existe e já roda. O mesmo miolo que vai rodar o seu app roda os aplicativos de centenas de outras cidades ao mesmo tempo, e já passou de 1,3 milhão de corridas. O que a gente monta em 7 dias é a sua camada: nome, logo, cores, tabela de preço, categorias e as duas publicações nas lojas.
É a mesma lógica de alugar uma cozinha industrial pronta em vez de construir uma. Você não paga o forno, paga o uso. E se um problema aparece, ele é consertado uma vez e todo mundo recebe o conserto junto.
Na prática: R$ 1.297 uma vez (à vista no Pix, ou 3x de R$ 567 no Pix, ou 12x no cartão) e R$ 327 por mês, fixos, sem cobrança por corrida nem por motorista. Nenhum percentual do que você fatura vem para a gente.
O pagamento só acontece depois que o app está pronto com a sua marca e você aprovou. Antes disso não sai dinheiro nenhum.
Em quanto tempo esse dinheiro volta
A conta que interessa não é a do custo, é a do retorno. O dono do app ganha uma porcentagem de cada corrida (quem decide quanto é você, dentro do painel). Numa cidade pequena, com 20 motoristas fazendo 6 corridas por dia a R$ 14 a corrida e 15% de comissão, a operação gera algo perto de R$ 7.500 por mês em comissão bruta.
Descontando a mensalidade, sobra folgadamente mais do que a adesão. Quanto tempo isso leva pra cobrir a adesão depende de quantos motoristas você junta e de quanto a sua cidade roda, e não é coisa que se prometa em número de meses. O simulador da página inicial faz essa conta com os seus números, sem pedir cadastro.
- Você define a porcentagem por categoria: carro, moto, entrega, frete.
- Dá para cobrar plano semanal ou mensal do motorista em vez de porcentagem.
- Dá para trabalhar com crédito pago adiantado, e o sistema bloqueia quem fica devendo.
Como pedir um orçamento sem ser enrolado
Se você está falando com mais de uma empresa, estas seis perguntas separam proposta séria de proposta bonita. Faça todas por escrito, no WhatsApp mesmo, e guarde a resposta.
- O preço inclui a publicação nas duas lojas, com a minha conta ou com a de vocês?
- Vocês cobram alguma coisa por corrida, hoje ou a partir de algum volume?
- Quanto custa a mensalidade e o que exatamente ela cobre?
- Em quantos dias o app está publicado, contando a partir do pagamento?
- Quando o Android ou o iPhone mudar a regra, quem sobe a versão nova e quanto custa?
- Se eu quiser sair, o que acontece com a minha base de motoristas e passageiros?
A resposta da segunda pergunta é a mais cara da lista. Comissão por corrida é o único custo que cresce junto com o seu sucesso.