Passo a passo

Como montar um app de entregas na sua cidade

A operação que mais cresce em cidade pequena, e a razão é sempre a mesma: a taxa dos grandes.

7 min de leituraAtualizado em

Resposta curta

Um app de entregas local funciona como o de corridas, com uma diferença: quem chama não é o passageiro, é o comércio, e o que anda é o pacote. Você cobra do motoboy uma comissão por entrega, ou cobra uma taxa fixa do comércio, sem tirar percentual do valor do pedido. É exatamente isso que faz o restaurante da sua cidade preferir você aos aplicativos grandes, que ficam com uma fatia de cada venda.

Por que o comércio local quer sair dos aplicativos grandes

A conta do restaurante de cidade pequena é apertada. Quando uma plataforma fica com uma porcentagem grande de cada pedido, o dono passa a trabalhar para ela: aumenta o preço no aplicativo, perde cliente, ou aceita margem menor.

A alternativa que ele já usa hoje é o WhatsApp com motoboy conhecido. Funciona, mas é desorganizado: pedido perdido, entrega sem confirmação e ninguém sabe onde o motoboy está. O seu app resolve isso sem cobrar percentual da venda dele.

O argumento de venda para o comércio é uma frase: você continua dono do seu preço e do seu cliente.

As três formas de cobrar numa operação de entregas

Diferente de corrida de passageiro, aqui existem três bolsos possíveis. Escolher errado espanta o comércio ou o motoboy.

Comissão do motoboy

O modelo mais simples e o que menos assusta o comércio: o entregador paga uma porcentagem ou um valor fixo por entrega, como no app de corridas. O restaurante não paga nada, e por isso adere rápido.

Taxa fixa por pedido

Um valor combinado por entrega, pago pelo comércio ou pelo cliente final. Previsível para os dois lados e fácil de explicar. É o modelo que mais funciona onde a taxa de entrega já é cobrada do cliente hoje.

Plano mensal do comércio

Mensalidade para o estabelecimento usar o app à vontade, com os entregadores dele ou os seus. Vira receita previsível e cria vínculo, mas exige que o app já esteja rodando bem na cidade.

O que uma entrega precisa ter que uma corrida não tem

Parece a mesma coisa e não é. Uma corrida termina quando o passageiro desce; uma entrega termina quando o pacote chega à pessoa certa, e é aí que aparecem os problemas.

  • Mais de uma parada na mesma saída, para o motoboy aproveitar a viagem.
  • Foto do pacote na coleta e na entrega, que encerra a discussão sobre o que foi entregue.
  • Código de confirmação de quem recebeu, para o caso de o pedido ir para o vizinho.
  • Observação do pedido, com o que o comércio escreveu para o entregador.
  • Histórico por estabelecimento, para você saber quem mais usa e quem parou de usar.

Tudo isso já vem no sistema, é ligado no painel e funciona no mesmo app que faz corrida de passageiro.

Corrida e entrega no mesmo app

Não é preciso escolher. O mesmo aplicativo atende carro, moto, mototáxi, entrega, frete e guincho, cada categoria com o seu preço e a sua comissão. Você liga o que a sua cidade pede e desliga o resto.

Na prática, começar pelas entregas costuma ser mais rápido: o motoboy já existe, o comércio já paga por entrega hoje e o volume não depende de mudar o hábito de milhares de passageiros. Depois que o app está na mão dos motoboys, ligar a corrida de passageiro é uma configuração.

  • Comece pelas entregas, onde já existe demanda paga.
  • Use os mesmos entregadores para corrida de moto quando o movimento de comida cai.
  • Ligue carro depois, quando houver motorista suficiente.

Os primeiros 10 comércios

A operação de entrega tem um lado a mais que a de corrida: além do entregador, você precisa do estabelecimento. A boa notícia é que ele é mais fácil de convencer, porque a dor dele é financeira e mensurável.

  • Comece pelos que já fazem entrega própria e reclamam da taxa dos grandes.
  • Leve a conta pronta: quanto ele paga hoje por mês de comissão e quanto pagaria com você.
  • Ofereça a primeira semana sem cobrar, com você acompanhando cada pedido.
  • Peça o cardápio e monte tudo para ele. Trabalho que você faz uma vez e vale a adesão.
  • Combine o horário de pico e garanta entregador disponível na sexta e no sábado à noite.

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Perguntas

Perguntas frequentes

Em cidade pequena e média, dá. Os grandes são caros para o comércio e distantes: não há quem resolva na hora um pedido perdido. O app local ganha em taxa e em atendimento, não em tecnologia.

Não. Os entregadores se cadastram como motoristas na categoria de entrega e usam o próprio veículo, do mesmo jeito que num app de corridas.

O foco do sistema é o transporte do pedido: o comércio faz o pedido de entrega e o entregador cumpre com coleta, parada, foto e código de confirmação. Vale conversar com o consultor sobre o formato que a sua cidade precisa antes de fechar.

Quem define é você. Muitas operações começam com o comércio não pagando nada, cobrando apenas a comissão do entregador, e só depois criam plano mensal para estabelecimento.

Ficam. É o mesmo app e a mesma mensalidade de R$ 327. Você liga e desliga as categorias no painel, e define preço e comissão de cada uma.

Monte a sua operação de entregas

O consultor mostra como fica o app do entregador e o painel de pedidos, com a sua marca, antes de qualquer pagamento.

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